
A atual crise financeira iniciada nos EUA nos remete a um outro período bastante conturbado da economia norte-americana e por tabela, da economia global.
Em 1929, a quebra da Bolsa de Valores de Nova York provocou a maior crise financeira do século XX.
A produção industrial dos Estados Unidos no início do século XX atingiu níveis nunca antes vistos. Os investimentos durante a Primeira Guerra Mundial e a reestruturação dos países europeus no pós-guerra aumentou ainda mais essa produção. No entanto, alguns fatores contribuíram para que o sonho se tornasse um pesadelo. O aumento da produção não veio acompanhado de um aumento nos salários. Crescia a concentração de renda e a maior parte da população não possuía grande poder de consumo. Além disso, a crescente mecanização nas indústrias fazia explodir o desemprego. Para piorar a situação, a reestruturação dos paises europeus durante a década de 1920 fez com que as exportações dos EUA para esse continente diminuíssem sensivelmente.
Os EUA produziam demais, mas já não haviam tantos compradores como antes. Essa crise de superprodução é apontada como o fator primordial para a crise de 1929.
Cerca de 4 mil bancos e 85 mil empresas faliram nos anos seguintes à crise. Mais de 4 milhões de pessoas ficaram desempregadas.
Um profundo corte nas importações e a repatriação de capitais norte-americanos espalhados pelo planeta geraram crise em todo o mundo capitalista.
Um profundo corte nas importações e a repatriação de capitais norte-americanos espalhados pelo planeta geraram crise em todo o mundo capitalista.
Solução para a crise
Apesar da gravidade da crise, o governo dos EUA só tomou uma atitude de fato em 1933, com a adoção das políticas do New Deal, implementadas pelo presidente Frank Delano Roosevelt e baseadas nas teorias do economistas John M. Keynes. Essa medidas tinham como característica a forte intervenção do Estado na economia, com a criação de obras públicas no combate ao desemprego e no surgimento do Welfare State, com programas de aposentadorias e seguro-desemprego subsidiadas pelo Estado. Se antes, o Estado não interferia na economia, deixando tudo agir conforme o mercado, agora passaria a intervir fortemente.
A equação era mais ou menos essa:
Elevação do índice de emprego = Expansão da massa salarial = Aumento do consumo = Reativação da produção industrial
Relação com a crise atual
A atual crise iniciada com a falência de duas grandes empresas do ramo hipotecário (Fannie Mae e Freddie Mac) nos EUA apresenta uma relação interessante com a crise de 1929. Naquela ocasião, no auge do liberalismo econômico (que defende a não intervenção do Estado na economia), o governo dos EUA demorou quase 4 anos para tomar a frente no processo de contenção da crise. Agora, em 2008, o governo dos Estados Unidos e de muitos outros países logo tomaram as rédeas da situação, iniciando enormes operações de resgate financeiro de empresas atingidas pela crise. A intervenção do Estado se mostrou imprescindivel na tentativa de conter a crise.
Apesar disso, a turbulência parece longe do seu fim.
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