Blog criado para estimular a discussão de assuntos atuais, levando em consideração os fatos históricos que os precederam. Email de contato: andrecarreira80@hotmail.com
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Boas Férias e até 2009
Boas férias a todos e voltamos em 2009.
Até mais!!!
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
A Era Collor - Atividade Nono Ano

Em linhas gerais, a story line era a seguinte: em certa república sul-americana, um jovem e promissor candidato, de tendência neoliberal, concorre à presidência contra um ex-líder sindical ligado ao movimento operário. Obtém o apoio da elite nacional e, para administrar os polpudos donativos de campanha, convida um velho amigo, o ex-seminarista e vendedor de carros usados antes conhecido como “Paulinho Gasolina”. Depois de uma campanha acirrada – durante a qual afirma que, se o ex-operário vencer, vai “confiscar a poupança do povo” – o jovem e bem-apessoado candidato acaba vencendo por pequena margem de votos. No dia seguinte à posse, o novo presidente e sua ministra da Fazenda anunciam um plano de combate à inflação, em nome do qual bloqueiam o dinheiro depositado em todas as poupanças e contas correntes de todos os bancos do país.
À sombra do palácio do governo se instalaria então uma vasta rede de corrupção e negociatas, na qual projetos só andam se movidos a propina. No instante em que a incredulidade parece dominar a nação, o irmão mais moço de presidente decide, por motivos insondáveis (inveja? Vingança? Revolta pelo suposto assédio que o irmão teria feito a sua bela esposa?), denunciar “Paulinho Gasolina” (que ele mesmo apresentara ao irmão) como chefe da quadrilha que se apoderara dos cofres públicos. A mãe defende o presidente e diz que o filho mais moço é desequilibrado mental e o afasta das empresas da família. Exames médicos provam que o caçula não está louco e as denuncias, depois de averiguadas, desvendam um gigantesco esquema de corrupção que acaba de envolver o presidente, que é afastado do cargo.
Enquanto multidões saem às ruas com a cara pintada exigindo a renuncia, a mãe do presidente entra em coma, a cunhada se torna a “musa do impeachment” e o irmão morre de câncer na cabeça. O ex-tesoureiro foge do país e é preso na Tailândia. O presidente sofre impeachment, mas se livra da prisão. Depois de alguns meses na cadeia, “Paulinho Gasolina”(cuja mulher morrera nesse meio tempo) é solto, mas logo aparece morto, supostamente assassinado pela namorada (ou junto com ela?) que conhecera em visitas intimas na cadeia. No dia do crime o jovem presidente e a esposa (também envolvida em desvios de verbas públicas e com a qual ele se reconciliara depois de tê-la humilhado em público e deixado de usar aliança) estavam em uma ilha do Taiti, vestidos de havaianos e sorrindo para as câmeras.
Para piorar as chances de aprovação em Hollywood, o suposto roteiro é uma obra aberta, ou seja, ainda não tem fim. Quem matou o tesoureiro? Onde estão os (talvez) US$ 2 bilhões roubados? Com que recursos vive o ex-presidente? Quais as cenas dos próximos capítulos? Independente do desfecho e de quais venham a ser as respostas (se é que algum dia elas existirão), a Era Collor se configura como um dos mais negros capítulos da história política do Brasil.
Uma época que seria cômica se não fosse trágica.”
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Crise financeira nos EUA

Um profundo corte nas importações e a repatriação de capitais norte-americanos espalhados pelo planeta geraram crise em todo o mundo capitalista.
Elevação do índice de emprego = Expansão da massa salarial = Aumento do consumo = Reativação da produção industrial
domingo, 12 de outubro de 2008
Saiba Mais: Eleições nos EUA

Um político com ambições presidenciais costuma formar um comitê exploratório para testar suas chances e arrecadar fundos para uma campanha, às vezes até dois anos antes da eleição.
Depois, declara formalmente sua candidatura à indicação de seu partido e inicia campanha em Estados cruciais.
Eleições primárias
A temporada das primárias começa em janeiro e dura até junho. Nesse processo, os candidatos lutam dentro dos principais partidos --o Republicano e o Democrata-- pela indicação para concorrer à Presidência.
Eleitores em cada um dos 50 Estados americanos elegem delegados partidários que, na maioria dos casos, prometeram apoiar um determinado candidato. Para escolher os delegados, alguns Estados usam uma prévia, ou caucus - -sistema de reuniões políticas--, ao invés de uma primária, que é uma votação por meio de cédula.
A convenção partidária
É nas convenções partidárias nacionais, realizadas poucos meses antes da eleição presidencial, que os candidatos à Presidência são indicados formalmente.
Delegados escolhidos durante as primárias estaduais escolhem os indicados, embora neste estágio o partido normalmente já saiba quem ganhou.
Na convenção, o candidato vitorioso escolhe o vice para a sua chapa, por vezes entre os candidatos derrotados na convenção.
A reta final
Só depois das convenções nacionais é que os candidatos medem a força um do outro. Há grandes gastos em propaganda e intensa campanha de Estado em Estado. Os debates entre candidatos na televisão também atraem muita atenção. Eles podem envolver postulantes independentes, mas isso não é obrigatório.
Nas semanas finais antes do pleito, os candidatos costumam concentrar sua atenção nos grandes Estados onde há indecisão.
A eleição presidencial
A eleição presidencial americana é realizada sempre na primeira terça-feira de novembro. Em 2008 será em 4 de novembro.
Tecnicamente os eleitores não participam de uma eleição direta. Eles escolhem "eleitores" que se comprometem com um ou outro candidato e formam um Colégio Eleitoral.
Cada Estado tem um determinado número de eleitores no colégio, baseado no tamanho de sua população.
Em quase todos os Estados, o vencedor do voto popular, mesmo que por uma margem mínima, leva todos os votos do colégio eleitoral daquele Estado.
Por causa deste sistema, um candidato pode chegar à Casa Branca sem ter o maior número de votos populares em âmbito nacional, como aconteceu no pleito de 2000, quando George W. Bush venceu ao Al Gore, mas teve um número de votos menor.
Adaptado de matéria da BBC Brasil
Para mais informações sobre o processo eleitoral acesse: http://www.estadao.com.br/interatividade/Multimidia/ShowEspeciais!destaque.action?destaque.idEspeciais=740
Para saber mais sobre os dois candidatos acesse: http://www.estadao.com.br/interatividade/Multimidia/ShowEspeciais!destaque.action?destaque.idEspeciais=633
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Saiba Mais: O 11 de Setembro no Chile

Mas muitos anos antes, também em um 11 de setembro, acontecia um dos episódios mais sangrentos da história da América Latina.
Em 1970, a população do Chile havia escolhido o médico Salvador Allende(na foto ao lado) como seu novo presidente. Allende era o representante da Unidade Popular, uma aliança de socialistas, comunistas e cristãos de esquerda. Ele foi o primeiro presidente marxista eleito democraticamente em um país latino-americano.
Como conseqüência, Allende passou a sofrer uma campanha de desestabilização promovida pelos Estados Unidos (temendo um avanço do comunismo na região), que financiaram manifestações e a criação de grupos de oposição ao governo.
Apoiados pela CIA, militares chilenos atacaram o palácio presidencial de La Moneda, em Santiago, no dia 11 de Setembro de 1973. Ao que tudo indica, Salvador Allende, cercado pelas tropas do Exército, teria se suicidado em La Moneda no mesmo dia, utilizando uma arma que havia recebido de presente anos antes do amigo Fidel Castro.
O poder passa então ao general Augusto Pinochet, que logo dissolve os partidos políticos e implanta uma brutal ditadura que fez milhares de mortos. O Estádio Nacional de Santiago, utilizado para partidas de futebol, foi usado como campo de concentração, onde muitos opositores do regime foram torturados até a morte.
Pinochet governou até o ano de 1989, e morreu no dia 10 de Dezembro de 2006, aos 91 anos. Dia 10 de dezembro, curiosamente, conhecido por ser o Dia Internacional dos Direitos Humanos.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Saiba Mais - 40 anos do Maio de 1968

Em 30 dias, os estudantes criaram barricadas, formando verdadeiras trincheiras de guerra nas ruas de Paris para confrontar a polícia. Mais do que isso, os jovens tiveram idéias e criaram frases tidas como as mais "ousadas" da segunda metade do século 20.
Em discursos nas ruas e nas universidades, em cartazes e muros, os estudantes franceses deixaram as salas de aula e se mobilizaram para dar a seus professores, pais e avós, e às instituições e ao governo "lições" sobre os "novos tempos, a liberdade e a rebeldia".
Nas escolas francesas, as crianças eram disciplinadas com rigidez. As mulheres francesas tinham o costume de pedir autorização aos maridos para expressarem uma opinião, e a homossexualidade era diagnosticada pelos médicos como uma doença.
O Maio de 68 mudou profundamente as relações entre raças, sexos e gerações na França, e, em seguida, no restante da Europa. No decorrer das décadas, as manifestações ajudaram o Ocidente a fundar idéias como as das liberdades civis democráticas, dos direitos das minorias, e da igualdade entre homens e mulheres, brancos e negros e heterossexuais e homossexuais.
O Maio francês rapidamente repercutiu em vários países da Europa e do mundo, de uma forma direta e imediata. As ocupações de universidades se multiplicaram a partir da França, e ocorreu a expansão das mobilizações entre os trabalhadores europeus e latino-americanos, em muitos casos em aliança com os estudantes.
Em 5 de maio, cerca de 10 mil estudantes entraram em choque com policiais no bairro laitino Quartier Latin, em Paris, em um protesto contra o fechamento de outra universidade francesa, a Sorbonne, em Paris.
Em seguida, em 10 de maio, ocorre a Noite das Barricadas, quando 20 mil estudantes enfrentaram a polícia nas universidades e ruas de Paris.
No dia 13, estudantes e trabalhadores franceses unificam seus movimentos e decretam uma greve geral de 24 horas em Paris, em protesto contra as políticas trabalhista e educacional do governo do general De Gaule.
No dia 20, a mobilização atinge seu auge: Paris amanhece sem metrô, ônibus, telefones e outros serviços. Cerca de 6 milhões de grevistas ocupam as 300 fábricas da França.
A Universidade de Sorbonne, ocupada pelos estudantes, começa uma outra batalha, em que as maiores "armas" foram as palavras. Surgiram frases que expressavam a política "libertária" desejada pelos jovens universitários: "A imaginação ao poder", "É proibido proibir", "Abaixo a universidade" e "Abaixo a sociedade espetacular mercantil".
É difícil precisar quais acontecimentos e protestos em outros países foram conseqüência direta do maio francês. Na Europa, Espanha, Alemanha Ocidental e Itália já viviam dias de conflitos em universidades desde o início do ano de 1968. Na Alemanha, por exemplo, uma tentativa de assassinato, em 11 de abril, do líder estudantil Rudi Dutschke aumentou a tensão em Berlim, e a revolta se espalhou por dezenas de cidades.
No entanto, após a explosão do maio francês, os conflitos se intensificaram.
A Universidade de Madri, na Espanha, foi fechada pelo governo no fim do mês de maio. A polícia reprimiu violentamente estudantes e operários.
A juventude de países do Leste Europeu como Polônia, Tchecoslováquia e Iugoslávia, por sua vez, protestava pelo afrouxamento do comunismo de influência soviética, para eles, demasiado "rígido e burocrático".
Na Iugoslávia, 20 mil estudantes tentaram ocupar as universidades do país em junho.
Na Polônia, intelectuais e estudantes protestaram, em março, contra a proibição de uma peça de teatro considerada anti-soviética.As greves em massa nas universidades foram reprimidas com violência.
Na Tchecoslováquia, o dirigente comunista Alexandre Dubcek introduziu, em abril, uma tímida liberdade, e falou de um "socialismo humano". Os tanques do Pacto de Varsóvia acabaram, em agosto, com a esperança suscitada pela Primavera de Praga.
"A imaginação ao poder"
"É proibido proibir"
"As paredes têm ouvidos, seus ouvidos têm paredes"
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Saiba Mais - As Farc

terça-feira, 2 de setembro de 2008
Sejam bem-vindos!!!
Lembre-se: esse blog não pertence ao professor, pertence a todos nós.
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