terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Boas Férias e até 2009

Bom, chegamos ao fim de mais um ano letivo.
Boas férias a todos e voltamos em 2009.
Até mais!!!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

A Era Collor - Atividade Nono Ano


“(...)Mesmo em um país acostumado às vertigens políticas, o que se passava desde maio de 1992 definitivamente não era normal. De fato mais parecia um roteiro da série de TV Dallas, cheia de cobiça e corrupção, intriga e morte. Ainda assim, se alguém apresentasse tal enredo para os chefões de Hollywood, provavelmente teria seu trabalho recusado pela inverossimilhança da trama e pelo fato de parecer um dramalhão mexicano.
Em linhas gerais, a story line era a seguinte: em certa república sul-americana, um jovem e promissor candidato, de tendência neoliberal, concorre à presidência contra um ex-líder sindical ligado ao movimento operário. Obtém o apoio da elite nacional e, para administrar os polpudos donativos de campanha, convida um velho amigo, o ex-seminarista e vendedor de carros usados antes conhecido como “Paulinho Gasolina”. Depois de uma campanha acirrada – durante a qual afirma que, se o ex-operário vencer, vai “confiscar a poupança do povo” – o jovem e bem-apessoado candidato acaba vencendo por pequena margem de votos. No dia seguinte à posse, o novo presidente e sua ministra da Fazenda anunciam um plano de combate à inflação, em nome do qual bloqueiam o dinheiro depositado em todas as poupanças e contas correntes de todos os bancos do país.
À sombra do palácio do governo se instalaria então uma vasta rede de corrupção e negociatas, na qual projetos só andam se movidos a propina. No instante em que a incredulidade parece dominar a nação, o irmão mais moço de presidente decide, por motivos insondáveis (inveja? Vingança? Revolta pelo suposto assédio que o irmão teria feito a sua bela esposa?), denunciar “Paulinho Gasolina” (que ele mesmo apresentara ao irmão) como chefe da quadrilha que se apoderara dos cofres públicos. A mãe defende o presidente e diz que o filho mais moço é desequilibrado mental e o afasta das empresas da família. Exames médicos provam que o caçula não está louco e as denuncias, depois de averiguadas, desvendam um gigantesco esquema de corrupção que acaba de envolver o presidente, que é afastado do cargo.
Enquanto multidões saem às ruas com a cara pintada exigindo a renuncia, a mãe do presidente entra em coma, a cunhada se torna a “musa do impeachment” e o irmão morre de câncer na cabeça. O ex-tesoureiro foge do país e é preso na Tailândia. O presidente sofre impeachment, mas se livra da prisão. Depois de alguns meses na cadeia, “Paulinho Gasolina”(cuja mulher morrera nesse meio tempo) é solto, mas logo aparece morto, supostamente assassinado pela namorada (ou junto com ela?) que conhecera em visitas intimas na cadeia. No dia do crime o jovem presidente e a esposa (também envolvida em desvios de verbas públicas e com a qual ele se reconciliara depois de tê-la humilhado em público e deixado de usar aliança) estavam em uma ilha do Taiti, vestidos de havaianos e sorrindo para as câmeras.
Para piorar as chances de aprovação em Hollywood, o suposto roteiro é uma obra aberta, ou seja, ainda não tem fim. Quem matou o tesoureiro? Onde estão os (talvez) US$ 2 bilhões roubados? Com que recursos vive o ex-presidente? Quais as cenas dos próximos capítulos? Independente do desfecho e de quais venham a ser as respostas (se é que algum dia elas existirão), a Era Collor se configura como um dos mais negros capítulos da história política do Brasil.
Uma época que seria cômica se não fosse trágica.”




Retirado de "Brasil: Uma História", de Eduardo Bueno.




Atividade - Identifique os personagens descritos acima, elaborando um pequeno texto sobre os principais acontecimentos do governo Fernando Collor.


Respostas deverão ser enviadas para o email profandrecarreira@hotmail.com

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Crise financeira nos EUA


A atual crise financeira iniciada nos EUA nos remete a um outro período bastante conturbado da economia norte-americana e por tabela, da economia global.

Em 1929, a quebra da Bolsa de Valores de Nova York provocou a maior crise financeira do século XX.

A produção industrial dos Estados Unidos no início do século XX atingiu níveis nunca antes vistos. Os investimentos durante a Primeira Guerra Mundial e a reestruturação dos países europeus no pós-guerra aumentou ainda mais essa produção. No entanto, alguns fatores contribuíram para que o sonho se tornasse um pesadelo. O aumento da produção não veio acompanhado de um aumento nos salários. Crescia a concentração de renda e a maior parte da população não possuía grande poder de consumo. Além disso, a crescente mecanização nas indústrias fazia explodir o desemprego. Para piorar a situação, a reestruturação dos paises europeus durante a década de 1920 fez com que as exportações dos EUA para esse continente diminuíssem sensivelmente.

Os EUA produziam demais, mas já não haviam tantos compradores como antes. Essa crise de superprodução é apontada como o fator primordial para a crise de 1929.

Cerca de 4 mil bancos e 85 mil empresas faliram nos anos seguintes à crise. Mais de 4 milhões de pessoas ficaram desempregadas.
Um profundo corte nas importações e a repatriação de capitais norte-americanos espalhados pelo planeta geraram crise em todo o mundo capitalista.


Solução para a crise


Apesar da gravidade da crise, o governo dos EUA só tomou uma atitude de fato em 1933, com a adoção das políticas do New Deal, implementadas pelo presidente Frank Delano Roosevelt e baseadas nas teorias do economistas John M. Keynes. Essa medidas tinham como característica a forte intervenção do Estado na economia, com a criação de obras públicas no combate ao desemprego e no surgimento do Welfare State, com programas de aposentadorias e seguro-desemprego subsidiadas pelo Estado. Se antes, o Estado não interferia na economia, deixando tudo agir conforme o mercado, agora passaria a intervir fortemente.

A equação era mais ou menos essa:


Elevação do índice de emprego = Expansão da massa salarial = Aumento do consumo = Reativação da produção industrial

Relação com a crise atual


A atual crise iniciada com a falência de duas grandes empresas do ramo hipotecário (Fannie Mae e Freddie Mac) nos EUA apresenta uma relação interessante com a crise de 1929. Naquela ocasião, no auge do liberalismo econômico (que defende a não intervenção do Estado na economia), o governo dos EUA demorou quase 4 anos para tomar a frente no processo de contenção da crise. Agora, em 2008, o governo dos Estados Unidos e de muitos outros países logo tomaram as rédeas da situação, iniciando enormes operações de resgate financeiro de empresas atingidas pela crise. A intervenção do Estado se mostrou imprescindivel na tentativa de conter a crise.


Apesar disso, a turbulência parece longe do seu fim.

Para saber mais sobre outras grandes crises econômicas da história, acesse:
Para entender como o mundo está reagindo a essa atual crise financeira acesse:

domingo, 12 de outubro de 2008

Saiba Mais: Eleições nos EUA


As eleições presidenciais de 2008 nos Estados Unidos acontecem no próximo dia 4 de novembro. Nesse dia será eleito o sucessor de George W. Bush, do Partido Republicano. A disputa será entre o senador por Illinois, o democrata Barack Obama, e o senador pelo Arizona, o republicano John McCain.


Entenda o processo eleitoral nos EUA:


Estágios iniciais
Um político com ambições presidenciais costuma formar um comitê exploratório para testar suas chances e arrecadar fundos para uma campanha, às vezes até dois anos antes da eleição.
Depois, declara formalmente sua candidatura à indicação de seu partido e inicia campanha em Estados cruciais.

Eleições primárias
A temporada das primárias começa em janeiro e dura até junho. Nesse processo, os candidatos lutam dentro dos principais partidos --o Republicano e o Democrata-- pela indicação para concorrer à Presidência.

Eleitores em cada um dos 50 Estados americanos elegem delegados partidários que, na maioria dos casos, prometeram apoiar um determinado candidato. Para escolher os delegados, alguns Estados usam uma prévia, ou caucus - -sistema de reuniões políticas--, ao invés de uma primária, que é uma votação por meio de cédula.


A convenção partidária
É nas convenções partidárias nacionais, realizadas poucos meses antes da eleição presidencial, que os candidatos à Presidência são indicados formalmente.
Delegados escolhidos durante as primárias estaduais escolhem os indicados, embora neste estágio o partido normalmente já saiba quem ganhou.
Na convenção, o candidato vitorioso escolhe o vice para a sua chapa, por vezes entre os candidatos derrotados na convenção.

A reta final
Só depois das convenções nacionais é que os candidatos medem a força um do outro. Há grandes gastos em propaganda e intensa campanha de Estado em Estado. Os debates entre candidatos na televisão também atraem muita atenção. Eles podem envolver postulantes independentes, mas isso não é obrigatório.
Nas semanas finais antes do pleito, os candidatos costumam concentrar sua atenção nos grandes Estados onde há indecisão.

A eleição presidencial
A eleição presidencial americana é realizada sempre na primeira terça-feira de novembro. Em 2008 será em 4 de novembro.
Tecnicamente os eleitores não participam de uma eleição direta. Eles escolhem "eleitores" que se comprometem com um ou outro candidato e formam um Colégio Eleitoral.
Cada Estado tem um determinado número de eleitores no colégio, baseado no tamanho de sua população.
Em quase todos os Estados, o vencedor do voto popular, mesmo que por uma margem mínima, leva todos os votos do colégio eleitoral daquele Estado.
Por causa deste sistema, um candidato pode chegar à Casa Branca sem ter o maior número de votos populares em âmbito nacional, como aconteceu no pleito de 2000, quando George W. Bush venceu ao Al Gore, mas teve um número de votos menor.

Adaptado de matéria da BBC Brasil

Para mais informações sobre o processo eleitoral acesse: http://www.estadao.com.br/interatividade/Multimidia/ShowEspeciais!destaque.action?destaque.idEspeciais=740

Para saber mais sobre os dois candidatos acesse: http://www.estadao.com.br/interatividade/Multimidia/ShowEspeciais!destaque.action?destaque.idEspeciais=633

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Saiba Mais: O 11 de Setembro no Chile


11 de Setembro.

Quando lembramos dessa data, pensamos logo nos atentados ocorridos nos Estados Unidos em 2001, em especial nas torres gêmeas do World Trade Center em Nova York.
Mas muitos anos antes, também em um 11 de setembro, acontecia um dos episódios mais sangrentos da história da América Latina.
Em 1970, a população do Chile havia escolhido o médico Salvador Allende(na foto ao lado) como seu novo presidente. Allende era o representante da Unidade Popular, uma aliança de socialistas, comunistas e cristãos de esquerda. Ele foi o primeiro presidente marxista eleito democraticamente em um país latino-americano.

Seu governo iniciou uma reforma agrária, nacionalizou diversos bancos estrangeiros e introduziu programas de natureza social, como alfabetização, melhoria no sistema de saúde pública e na área de saneamento básico.
Como conseqüência, Allende passou a sofrer uma campanha de desestabilização promovida pelos Estados Unidos (temendo um avanço do comunismo na região), que financiaram manifestações e a criação de grupos de oposição ao governo.
Apoiados pela CIA, militares chilenos atacaram o palácio presidencial de La Moneda, em Santiago, no dia 11 de Setembro de 1973. Ao que tudo indica, Salvador Allende, cercado pelas tropas do Exército, teria se suicidado em La Moneda no mesmo dia, utilizando uma arma que havia recebido de presente anos antes do amigo Fidel Castro.
O poder passa então ao general Augusto Pinochet, que logo dissolve os partidos políticos e implanta uma brutal ditadura que fez milhares de mortos. O Estádio Nacional de Santiago, utilizado para partidas de futebol, foi usado como campo de concentração, onde muitos opositores do regime foram torturados até a morte.
Pinochet governou até o ano de 1989, e morreu no dia 10 de Dezembro de 2006, aos 91 anos. Dia 10 de dezembro, curiosamente, conhecido por ser o Dia Internacional dos Direitos Humanos.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Saiba Mais - 40 anos do Maio de 1968


Em Maio de 68, a França concentrou em um mês as transformações sociais de uma década que já ocorriam nos Estados Unidos e em países da Europa e da América Latina.
Em 30 dias, os estudantes criaram barricadas, formando verdadeiras trincheiras de guerra nas ruas de Paris para confrontar a polícia. Mais do que isso, os jovens tiveram idéias e criaram frases tidas como as mais "ousadas" da segunda metade do século 20.
Em discursos nas ruas e nas universidades, em cartazes e muros, os estudantes franceses deixaram as salas de aula e se mobilizaram para dar a seus professores, pais e avós, e às instituições e ao governo "lições" sobre os "novos tempos, a liberdade e a rebeldia".

"O que queremos, de fato, é que as idéias voltem a ser perigosas", diziam os integrantes do grupo de intelectuais de esquerda chamado de "Internacional Situacionista", entre os quais o mais destacado foi Guy Debord.

A França dos anos de 1960, sob o comando do general Charles De Gaulle, era uma sociedade culturalmente conservadora e fechada, vivendo ainda o reflexo das perdas sofridas durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Nas escolas francesas, as crianças eram disciplinadas com rigidez. As mulheres francesas tinham o costume de pedir autorização aos maridos para expressarem uma opinião, e a homossexualidade era diagnosticada pelos médicos como uma doença.
O Maio de 68 mudou profundamente as relações entre raças, sexos e gerações na França, e, em seguida, no restante da Europa. No decorrer das décadas, as manifestações ajudaram o Ocidente a fundar idéias como as das liberdades civis democráticas, dos direitos das minorias, e da igualdade entre homens e mulheres, brancos e negros e heterossexuais e homossexuais.
O Maio francês rapidamente repercutiu em vários países da Europa e do mundo, de uma forma direta e imediata. As ocupações de universidades se multiplicaram a partir da França, e ocorreu a expansão das mobilizações entre os trabalhadores europeus e latino-americanos, em muitos casos em aliança com os estudantes.

Ocupações e Barricadas

O movimento francês teve início na Universidade de Nanterre, nos arredores de Paris, que foi cercada no final de abril por estudantes liderados por Daniel Cohn-Bendit. O protesto dos estudantes logo se dirigiu à capital.
Em 5 de maio, cerca de 10 mil estudantes entraram em choque com policiais no bairro laitino Quartier Latin, em Paris, em um protesto contra o fechamento de outra universidade francesa, a Sorbonne, em Paris.
Em seguida, em 10 de maio, ocorre a Noite das Barricadas, quando 20 mil estudantes enfrentaram a polícia nas universidades e ruas de Paris.
No dia 13, estudantes e trabalhadores franceses unificam seus movimentos e decretam uma greve geral de 24 horas em Paris, em protesto contra as políticas trabalhista e educacional do governo do general De Gaule.
No dia 20, a mobilização atinge seu auge: Paris amanhece sem metrô, ônibus, telefones e outros serviços. Cerca de 6 milhões de grevistas ocupam as 300 fábricas da França.
A Universidade de Sorbonne, ocupada pelos estudantes, começa uma outra batalha, em que as maiores "armas" foram as palavras. Surgiram frases que expressavam a política "libertária" desejada pelos jovens universitários: "A imaginação ao poder", "É proibido proibir", "Abaixo a universidade" e "Abaixo a sociedade espetacular mercantil".

Mundo
É difícil precisar quais acontecimentos e protestos em outros países foram conseqüência direta do maio francês. Na Europa, Espanha, Alemanha Ocidental e Itália já viviam dias de conflitos em universidades desde o início do ano de 1968. Na Alemanha, por exemplo, uma tentativa de assassinato, em 11 de abril, do líder estudantil Rudi Dutschke aumentou a tensão em Berlim, e a revolta se espalhou por dezenas de cidades.
No entanto, após a explosão do maio francês, os conflitos se intensificaram.
A Universidade de Madri, na Espanha, foi fechada pelo governo no fim do mês de maio. A polícia reprimiu violentamente estudantes e operários.

Na Universidade de Frankfurt (Alemanha), estudantes da esquerda e da direita entraram em choque. Em Milão (Itália), já em junho, estudantes tomaram a sede de um jornal, impedindo sua circulação.
A juventude de países do Leste Europeu como Polônia, Tchecoslováquia e Iugoslávia, por sua vez, protestava pelo afrouxamento do comunismo de influência soviética, para eles, demasiado "rígido e burocrático".
Na Iugoslávia, 20 mil estudantes tentaram ocupar as universidades do país em junho.
Na Polônia, intelectuais e estudantes protestaram, em março, contra a proibição de uma peça de teatro considerada anti-soviética.As greves em massa nas universidades foram reprimidas com violência.
Na Tchecoslováquia, o dirigente comunista Alexandre Dubcek introduziu, em abril, uma tímida liberdade, e falou de um "socialismo humano". Os tanques do Pacto de Varsóvia acabaram, em agosto, com a esperança suscitada pela Primavera de Praga.

Frases do Movimento

"Sejam realistas, exijam o impossível!"
"A imaginação ao poder"
"É proibido proibir"
"As paredes têm ouvidos, seus ouvidos têm paredes"
"A política passa-se nas ruas"
"A revolução deve ser feitas nos homens, antes de ser feita nas coisas"
Adaptada de matéria de Ébano Piacentini, da Folha Online.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Saiba Mais - As Farc


As Farc, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, surgiram no início dos anos 1960, após o episódio conhecido como "Bogotaço", revolta popular que se seguiu ao assassinato do candidato à presidência Jorge Eliécer Gaitán.

Gaitán, político do Partido Liberal, contava com amplo apoio popular nas eleições de 1949 e seria, ao que tudo indica, eleito presidente nesse mesmo ano, sucedendo ao conservador Mariano Ospina Pérez. No entanto, no dia 9 de abril de 1948, Gaitán foi assassinado perto de seu escritorio de advocacia em Bogotá, capital colombiana.

Após a divulgação de sua morte, explode uma violentíssima revolta popular, que destrói grande parte da cidade. A revolta que começou no centro da cidade se espalhava por toda capital e para várias outras cidades da Colômbia.

Estavam jogadas as sementes para a criação da Farc.

As Farc foram fundadas por Manuel Marulanda, o Tirofijo, como um grupo guerrilheiro de inspiração comunista, ligado ao Partido Comunista Colombiano, tendo como principal objetivo a implantação do socialismo na Colômbia.

No entanto, a partir dos anos 1980, a guerrilha passou a se financiar com sequestros e dinheiro proveniente do narcotráfico.

As Farc afirmam defender a população pobre na luta contra as classes favorecidas colombianas e se opõem à influência dos Estados Unidos na região, particularmente ao Plano Colômbia, criado no ano 2000 pelo governo dos EUA como uma forma de ajuda financeira e militar no combate ao narcotráfico e às guerrilhas de esquerda, como as Farc.

Estima-se que em meados dos anos 1990, o grupo guerrilheiro tenha obtido controle sobre cerca de 45% do território colombiano. Esse número se reduziu bastante nos últimos anos, principalmente na administração do atual presidente colombiano, Álvaro Uribe, que, com a ajuda dos EUA, vem combatendo ferozmente as Farc.

O ano de 2008 trouxe as Farc novamente aos noticiários de todo o mundo. Na primeira metade do ano, Raul Reyes, porta-voz da guerrilha, é morto em uma ação do exército colombiano. Menos de um mês depois, Manuel Marulanda, líder máximo do movimento, morre devido a um ataque cardíaco na selva colombiana. Em julho, a senadora Ingrid Betancourt, sequestrada desde 2002, é libertada pela guerrilha.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Sejam bem-vindos!!!

Sejam bem-vindos ao nosso blog. Com a criação desse novo mecanismo de aprendizagem (saindo do cotidiano em sala de aula ), procuro estimular a discussão de assuntos atuais e dos fatos históricos que os precederam. Conto com a sua participação e com as suas sugestões sobre os assuntos tratados nesse espaço.
Lembre-se: esse blog não pertence ao professor, pertence a todos nós.
Comentários podem ser postados no blog ou enviados para o email profandrecarreira@hotmail.com
Abraço a todos.

Charges Angeli



Faça um breve texto, relacionando as duas charges expostas acima.