
Uma das primeiras medidas do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, foi a assinatura de um decreto que estabelece o fechamento da prisão de Guantánamo no prazo de um ano. O novo chefe de Estado também assinou outras duas ordens executivas que proíbem a tortura e os maus-tratos nos interrogatórios e o encarceramento de presos. Criada durante o governo George W. Bush em 2002, a prisão de Guantánamo, localizada em uma base naval em Cuba, era usada para prender suspeitos de terrorismo do mundo todo sem uma acusação formal.
Para entender um pouco melhor a relação complicada entre Washington e Havana, a província de Guantánamo, no leste da ilha cubana, representa um retrato do conflito. No local dividido entre dois inimigos ideológicos, separados por 145 quilômetros de mar e quase meio século de desconfianças. De um lado, está a cidade de Guantánamo, onde vivem 200 mil pessoas numa mistura de cultura soviética e colonial, carros americanos da década de 1950 e slogans revolucionários. Do outro, atrás de uma cadeia de montanhas, está a base americana de Guantánamo, casa de 10 mil soldados da Marinha, onde fica o único McDonald´s de Cuba e a mais controversa detenção do mundo, onde estão presos 248 suspeitos de terrorismo.
A base naval de Guantánamo é usada pelos EUA por mais de um século. A base tem 116 quilômetros quadrados e foi alugada por Cuba em 1903. Os EUA pagam cerca de US$ 4 mil por mês de aluguel, mas Cuba rejeita descontar os cheques. Visitar a fronteira com Cuba, guiada por um marine, é fazer um mergulho na Guerra Fria. Na fronteira, há uma cerca de três metros de altura, seguida de um campo minado de 2 quilômetros de extensão. É a única instalada num país que Washington não mantém relações diplomáticas.
Em 2002, Guantánamo se transformou em uma prisão militar para pessoas suspeitas de serem inimigos combatentes, capturados no Afeganistão e depois no Iraque. O governo americano de George W. Bush afirmava que os estrangeiros mantidos em Guantánamo, a maioria detida no Afeganistão, eram combatentes suspeitos de ligações com a milícia fundamentalista islâmica Taleban ou com a rede extremista Al-Qaeda, liderada pelo milionário saudita no exílio Osama bin Laden. A prisão abriga alguns dos terroristas mais perigosos do mundo, envolvidos nos ataques de 11 de Setembro de 2001, mas também muita gente inocente que não teve direito a julgamento. Em seis anos, mais de 750 pessoas estiveram presas nos campos. Discretamente, o governo já liberou ou transferiu para outros países mais de 500 pessoas sem nenhuma acusação formal.
O fechamento da prisão militar, muito criticada por denúncias de tortura de presos, era uma das principais promessas de campanha de Obama. Segundo o jornal The New York Times, a medida executiva deve enviar ainda ordens diretas para que a Agência Central de Inteligência (CIA) feche todas as prisões secretas dos EUA.
Para entender um pouco melhor a relação complicada entre Washington e Havana, a província de Guantánamo, no leste da ilha cubana, representa um retrato do conflito. No local dividido entre dois inimigos ideológicos, separados por 145 quilômetros de mar e quase meio século de desconfianças. De um lado, está a cidade de Guantánamo, onde vivem 200 mil pessoas numa mistura de cultura soviética e colonial, carros americanos da década de 1950 e slogans revolucionários. Do outro, atrás de uma cadeia de montanhas, está a base americana de Guantánamo, casa de 10 mil soldados da Marinha, onde fica o único McDonald´s de Cuba e a mais controversa detenção do mundo, onde estão presos 248 suspeitos de terrorismo.
A base naval de Guantánamo é usada pelos EUA por mais de um século. A base tem 116 quilômetros quadrados e foi alugada por Cuba em 1903. Os EUA pagam cerca de US$ 4 mil por mês de aluguel, mas Cuba rejeita descontar os cheques. Visitar a fronteira com Cuba, guiada por um marine, é fazer um mergulho na Guerra Fria. Na fronteira, há uma cerca de três metros de altura, seguida de um campo minado de 2 quilômetros de extensão. É a única instalada num país que Washington não mantém relações diplomáticas.
Em 2002, Guantánamo se transformou em uma prisão militar para pessoas suspeitas de serem inimigos combatentes, capturados no Afeganistão e depois no Iraque. O governo americano de George W. Bush afirmava que os estrangeiros mantidos em Guantánamo, a maioria detida no Afeganistão, eram combatentes suspeitos de ligações com a milícia fundamentalista islâmica Taleban ou com a rede extremista Al-Qaeda, liderada pelo milionário saudita no exílio Osama bin Laden. A prisão abriga alguns dos terroristas mais perigosos do mundo, envolvidos nos ataques de 11 de Setembro de 2001, mas também muita gente inocente que não teve direito a julgamento. Em seis anos, mais de 750 pessoas estiveram presas nos campos. Discretamente, o governo já liberou ou transferiu para outros países mais de 500 pessoas sem nenhuma acusação formal.
O fechamento da prisão militar, muito criticada por denúncias de tortura de presos, era uma das principais promessas de campanha de Obama. Segundo o jornal The New York Times, a medida executiva deve enviar ainda ordens diretas para que a Agência Central de Inteligência (CIA) feche todas as prisões secretas dos EUA.
Considerada um símbolo de abuso dos direitos humanos, a prisão de Guantánamo desgastou a imagem dos EUA no mundo. A principal crítica aos julgamentos das comissões militares para os presos de Guantánamo era a possibilidade de serem aceitas provas ou confissões obtidas por coerção, por meio dos chamados "métodos aprimorados de interrogatório", considerados tortura por muitos e defendido pelo governo Bush.